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Um dia o poeta morre, mas a poesia vive - Lucas Menóhgrafia

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No dia 22 de março do ano passado, perdemos um jovem que sonhava em ser poeta: Lucas Alberto Fernandes. Foi assassinado covardemente com uma pedra, em uma discussão iniciada porque Lucas defendeu um mendigo. O assassino, quase um ano depois, ainda está foragido... Quem conhece o Lucas sabe o quanto ele amava a mãe, o quanto ele a ajudava. O amor não pode ser interrompido. Recebi agora há pouco um pedido de ajuda. Essa mãe, que já sofreu tanto no ano passado, passa por mais uma provação. Após vários acordos e tentativas, caso não acerte os débitos que possui, sua casa será levada a leilão. Se Lucas estivesse aqui, com certeza ajudaria. Mas será que Lucas, de certa forma, não está? Iríamos lançar o livro do Lucas na data em que ele se foi, como símbolo de sua presença no coração de tantos que ele tocou. Porém, diante dessa situação emergencial, estamos realizando esse pré-lançamento para arrecadar fundos para que Lucas possa, mais uma vez, ajudar sua mãe. Todo o lucro das vendas desse lançamento do livro do Lucas publicado pela Telucazu, “Um dia o poeta morre, mas a poesia vive”, será entregue para a mãe, Viviane Aparecida de Lima, porque é isso o que Lucas faria se não tivesse sido brutalmente assassinado...  

Realmente, um dia o poeta morre, mas a poesia vive. Eis aqui, alguns trechos que falam por si, dessa relação do filho com a mãe, da poesia que é esse amor:

 

“Mesmo que eu sangrar

Com minha mãe tive sorrisos e sonhos

Por um tempo eu me fechei

e comecei de novo”

(Como tudo começou, página 12)

 

 

“Cresci me acostumando com os beco e as viela

Ei mãe, relaxa tranquilo, fica na paz

Meu amor por ti não se acabará jamais

Logo mais vamos tá vivendo bem

Uma casa com piscina pique filme na TV”

(Acorda, abre as janelas, página 17)

 

 

“É mãe de si, Mães de Maio

Quantas mães que vão chorar

 

Ao ver seu filho partir

ou no crime se lançar?

 

(...)

 

Pra não ver minha mãe

sofrer limpando assoalho

(Em vez de puxar o gatilho, página 43)

 

 

“E vejo a luz e um terço

um bandido chorando

uma mãe velando

Só fome tem no rango”

(Me mostre, página 57)

 

 

Me joga

Várias cartas aqui chegou

Dizia está tudo bem

Minha família com saudades

 

Calma mãe, eu bem

 

Logo logo vou estar aí

Te abraçando no mundão

 

Manda um salve ali no Jass*

Pra não parar a revolução

 

* Jass, primo do Lucas.

 

(Me joga, página 24)

 

 

 

 

“Cresci na vila onde o que vale é suas

notas, não de estudos, aquelas que se

tem na prova!                            

E sim dos tolos, as que te faz se

corromper

E até hoje tão fazendo as mães sofrer

Por um motivo não desviei do meu

caminho

e vi que espinhos não são coroas nem

castigos

Mas me renovam sempre quando

pensei em parar

E a ação do medo só fez eu mais me

encorajar

E hoje em dia eu venho compondo em

meus versos

Pra dar pra vida o motivo desses

protestos

Pra ver que nada das minhas folhas

foram em vão

Mesmo que os choros se derramem ao

meu refrão”

(Como tudo começou, página 10)

 

 

 

Na revisão, mantemos ao máximo o estilo forte do Lucas, cru e direto. Se há erros, o único que vejo aqui é o fato de ele não ter tido uma chance de viver mais com a gente.

 

Para quem ainda não conhece o Lucas, deixo aqui uma biografia que ele escreveu, quando participou de minha oficina de criação literária:

 

“Meu nome é Lucas... Tenho 18 anos e moro com minha mãe. Já tive muitas vontades, tipo ser jogador, advogado e quem sabe até cineasta. Mas meu maior sonho é viver das letras. Quero ser exemplo de superação para muitos que se encontram fraquejados e desiludidos com a realidade, através de meus trabalhos. Costumo escrever de manhã, mas já me acostumei com as noites em claro compondo. Tenho um gato e já tive um papagaio que cantava e dançava. Amo o mar.”

 

 

 

Muito obrigado.

 

 

Título: Um dia o poeta morre, mas a poesia vive

Autor: Lucas Menóhgrafia

Gênero literário: Poesia

Ano da 1.ª edição: 2021

Formato: 14X21 cm

Número de páginas: 72

ISBN: 978-65-86928-21-1

 

Sobre o livro:

Lucas Alberto Fernandes é o cara. Chegou assim, aluno que faltava muito, mas que se fazia presente com a preocupação de sua mãe, Viviane, que em aula olhava o celular para ver se o filho viria ou não (imagino as broncas suaves depois de uma aula em que ele não vinha). Formou-se em criação literária com aulas de reposição. Sei que o Lucas tem a alma transgressora. Alma que ele não aprisiona em versos em salas de aula, mas que liberta nas ruas. Escreve e declama não para que pessoas que têm o privilégio de estudar ouçam, mas para emprestar a sua voz aos que foram calados, nos becos e periferias da vida. Versos fortes, que saem de sua boca como quem derrama o silêncio de muitos.

Não escrevo sobre o Lucas no passado, porque neste livro ele estará sempre presente. Afinal, um dia o poeta morre, mas a poesia vive para sempre. Lucas é essa poesia, em seu colo agora.

André Kondo

 

Sobre o autor:

Lucas Menógrafia (Lucas Alberto Fernandes): Artista de rua, ativista/militante, com atuação nas áreas musical e literária (marginal).

1998 2020

 

 

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